Quinta-feira, Maio 17, 2012

...from now on.

Quinta-feira, Maio 17, 2012
"Indo eles pelo caminho, entraram em um certo povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, que sentou-se aos pés do Senhor, e ficou ouvindo seus ensinamentos 
Marta agitava-se de um lado para o outro, ocupada em muitos serviços Então, aproximou-se de Jesus e disse:
- Senhor! Não te importas de que eu fique a servir sozinha? Ordena a minha irmã que venha ajudar-me!
Respondeu-lhe o Senhor:
- Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria, entretanto, escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".

LUCAS, 10; 38-42 

Terça-feira, Abril 24, 2012

Sobre as pessoas

Terça-feira, Abril 24, 2012
Que as pessoas são hipócritas eu já sabia. Mas até para mim, elas assumiram um novo nível de ignorância.

Cada vez mais eu percebo que as pessoas vendem aquilo que elas não compram. E com isso se esquecem do significado do conceito “princípio moral”.

Ninguém achou que eu pudesse estar verdadeiramente apaixonada por uma pessoa que eu conheci através da internet e que eu sequer havia beijado. Sim, porque, subitamente, as pessoas pararam de acreditar que amor é algo que acontece entre almas e passaram a vender que o amor acontece entre os corpos. Engraçado pensar que essas mesmas pessoas criticam as atitudes de quem frequenta baile funk. Para mim, leitor, esta atitude e aquele pensamento dão no mesmo.


Terça-feira, Janeiro 10, 2012

Por que a gente é assim?

Terça-feira, Janeiro 10, 2012
Eu queria saber em qual curva da estrada eu me perdi e comecei a ser como sou.
Ele disse que me ama. Na verdade, me perguntou se eu ficaria assustada caso dissesse que me ama. Eu não estava esperando por isso. Eu não respondi. Não precisei responder. Minha atonicidade já revelava toda minha surpresa.
É óbvio que gostei de ouvir aquilo. Em último caso, faz bem para o ego. Mas meu ego anda meio ausente esses dias. O que eu fiz foi duvidar do que ele estava falando.
Exatamente por isso eu queria saber onde foi que eu me perdi no meio da estrada, quando foi que me tornei uma pessoa tão amarga que não acredita que os outros possam (me) amar.
Ao invés de aproveitar aquele momento sublime, eu comecei a analisar o que podia tê-lo levado àquilo: carência, leviandade, tédio, mentira patológica? E acabei por criar histórias que justificassem todas as minhas hipóteses. E todas as minhas teorias fizeram extremo sentido para mim. Só não pensei em uma vertente: a de que ele poderia, verdadeiramente, estar gostando de mim.
Eu sei que é cedo. Eu sei que mal nos conhecemos. Eu sei que essa história está muito mais para um conto de fadas do que para realidade, mas porque não acreditar? Só porque é algo difícil de acontecer, não significa que não possa ser verdade. Afinal de contas, eu estou apaixonada, não estou?! Por que o mesmo não pode acontecer com ele?
...porque sou eu na outra ponta. E não há muitos motivos para alguém se apaixonar por mim.  

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011

Da análise do dia a dia

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011
Fui olhar um anúncio de apartamento. Havia uma mensagem logo na cara, mas eu ignorei e, ainda sim, fiquei procurando ver as fotos, valores e tamanhos. Depois que não gostei do que vi, reparei que a mensagem (até então inicial) dizia que o anuncio fora removido.

Me senti meio Dona Florinda e Prof. Girafales, ignorando o resto do mundo. O problema é que eu não estava apaixonada pelo apartamento.

O ser humano, de fato, só enxerga aquilo que quer ver. Abençoados os desprendidos que conseguem olhar para os fatos como eles são.

É. O anúncio estava bem visível. Mas eu não vi.

Sábado, Dezembro 24, 2011

...but its over now

Sábado, Dezembro 24, 2011
Vieram me perguntar se me incomodo.
A resposta, desacreditada pela grande massa, foi “não”.  Afinal, eu não me incomodo que ele esteja namorando. De fato, cheguei a um ponto no qual desejo apenas a mais profunda e sincera felicidade para ele. Namoramos por praticamente cinco anos. Oras, devo eu odiá-lo simplesmente porque deixou de dar certo? Não. Não sou assim.

Mas quando os seres humanos evoluem algumas pessoas não parecem satisfeitas, então, tive que elaborar mais minha resposta de forma que esta tivesse um pouco mais de egoísmo para que fosse aceita.

Desde os meus vinte anos até os vinte e quatro, ele foi o ar que eu respirava. Lembro de cada briga e cada reconciliação. Lembro do sentimento sufocante que tomava meus pensamentos cada vez que sua presença ou ausência acontecia. Eu não podia estar com ele o tempo todo, mas ele, e digo isso com a máxima certeza, não saía do meu pensamento um minuto que fosse. Meus sorrisos eram dele, meus olhares eram pra ele. Ele tinha domínio sobre meu corpo e minha alma. Durante quatro anos, eu não precisei de mais ninguém. Ele me bastava. Fui contra família, amigos e contra mim mesma. Travei guerra contra o mundo com um sorriso no rosto porque, na trincheira ao lado, eu via seu rosto.

Balanços gerais de amor só devem ser feitos em nosso leito de morte, mas arrisco dizer que ele foi meu primeiro verdadeiro amor.

Normalmente, quando namoros acabam, as pessoas se perguntam: “como pude?”. Comigo não é assim. Eu sei exatamente todos os porquês de tê-lo amado. Ainda sinto a mesma onda de excitação quando penso no sentimento abundante que o rodeia. Ainda sinto o mesmo desolamento quando lembro da fatídica traição sofrida. Ainda agiria da mesma forma quando, instigada por outros, senti vontade de também trair. No fim, não me arrependo de nada porque não cabe a mim decidir o que deveria ou não ter acontecido.

Eu sei o quanto gostei dele e o quanto eu queria que tudo desse certo. Mas não deu.

O que resta, então?
Resta a tristeza por ver que, no fim da nossa linda história de amor, não pudemos escrever um “...e viveram felizes para sempre”. E ambos teremos que começar tudo de novo, sofrer e ser felizes tudo de novo antes de aquietarmos nossas almas. Mas dessa vez, acho que estamos ambos mais preparados para errarmos menos.

Has it only been five years?
ExplodingDog.com

Segunda-feira, Outubro 03, 2011

E agora, José?

Segunda-feira, Outubro 03, 2011
Eu tenho 26 anos e já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei na vida. Na verdade, quando se trata de paixão, não tenho critério algum: me apaixono descaradamente por qualquer olhar que eu julgue interessante. Mesmo enquanto amando, permaneci me apaixonando aqui e acolá.

Contudo, amar amar, eu só amei duas vezes. Talvez uma. Mas ainda acho que tenham sido duas. A questão é que, por mais que eu ainda ache que a idéia de amar é supervalorizada pela sociedade atual, não pude deixar e notar os efeitos que o amor causa ao ser humano. E são efeitos realmente visíveis, tangíveis e transformadores.

Quando se ama verdadeiramente, o mundo parece, magicamente, fazer sentido. Por mais absurda que a vida na Terra seja, quando você encontra “aquela” pessoa, é como se você entendesse o propósito da sua existência, ou, numa visão menos romantizada, é como se o porquê da sua existência simplesmente não importasse mais.

O dia-a-dia se torna interessante. A rotina se torna atraente. A previsibilidade de uma vida a dois se torna desejada.

É uma onda de felicidade tão grande, que virou comércio. A idéia passou a ser vendida em todos os lugares e as pessoas passaram a querer amar acima de todas as coisas. Tanto, que passaram a criar paixões na tentativa desesperada de que estas virem amor. Desnecessário versar sobre a estupidez intrínseca deste ato.

Mas, honestamente, os falsos amores não me importam mais. O que me tira o sono, o que me machuca, o que me faz pensar e repensar minha vida é sobre o que fazer, como prosseguir depois que o amor deixa de acontecer na vida de alguém.


[continua]

Sábado, Setembro 17, 2011

Súplica

Sábado, Setembro 17, 2011
Tenho algo pra te propor.
Porque eu sei que não podemos nos prometer longos períodos de sentimentos, entendo que somos induzidos a pensar no curto prazo. Logo, hoje eu gosto de você e hoje eu quero que fiquemos juntos.

Eu quero, absurdamente, te ver. É muito injusta uma história como a nossa. No auge do encantamento, somos obrigados a nos afastar e não passar dos limites da imaginação ao devanearmos sobre como teria sido se nos houvesse sido dada a oportunidade de tentarmos.

[...] 

Novamente, foi como se mil pedras de gelo fossem introduzidas em meu estômago.

Mas, na vida, tudo faz sentido e eu finalmente entendi o porquê de certas pessoas me terem sido apresentadas ainda na minha infância. Subitamente, a luz da imaginação se fez presente e se prostrou no fim do túnel. O gelo derreteu e um entusiasmo desmedido tem tomado todos os meus pensamentos desde então.

[...]

Não pense que haverá obrigatoriedade em você ficar comigo. Faço absolutamente qualquer coisa para te ver feliz.

I wonder if you daydream about me
ExplodingDog.com
 
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